Adoçantes
- 9 de out. de 2015
- 4 min de leitura

A maioria das pessoas acham que adoçantes é para ser usadoquando se quer perder peso, mas não é bem assim se for usado de formar incorreta o efeito será contrário. Primeiro é importante saber o que é adoçante para usar de formar correta.
O que são adoçantes?
O seu nome cientifico é edulcorantes são aditivos alimentares de sabor extremamente doce, utilizados em alimentos e bebidas industrializados com o objetivo de substituir totalmente ou parcialmente o açúcar.
Distinguem-se como:
- Adoçantes de mesa: produto formulado para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, devendo ser constituído por edulcorantes previstos na legislação e açúcar. Não é indicado para diabéticos.
- Adoçantes dietéticos: produto formulado para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos. As matérias-primas frutose, sacarose e glicose não podem ser utilizadas em sua fabricação.
O uso indiscriminado de adoçantes faz com que as pessoas consumam mais alimentos e com eles mais calorias sem perceber.
Principais tipos de adoçantes
Os adoçantes podem ser artificiais, não contendo calorias, ou naturais, contendo menor quantidade de calorias que o açúcar. Dentre os adoçantes artificiais, encontram-se o aspartame, a sacarina, o ciclamato, a sucralose e acessulfame-k. Dentre os adoçantes naturais, temos a frutose, o sorbitol, o manitol, o xilitol e a stévia ou esteovídeo.
Adoçantes artificiais
Aspartame
O aspartame é o tipo mais utilizado entre os adoçantes, tendo capacidade de adoçar 200 vezes mais do que a sacarose. Seu valor energético é de 4 calorias/gramas. Deve ser evitado por pessoas que sofrem de fenilcetonúria, pois contém fenilalanina em sua composição.
Pode ser utilizado em praticamente todos os tipos de alimentos, incluindo adoçantes de mesa, assados, misturas em pó, cereais, gomas de mascar, balas duras e moles, sobremesas, bebidas, congelados, refrigerados, geléias, coberturas, xaropes, produtos lácteos, e produtos farmacêuticos. Os produtos contendo aspartame devem trazer no rótulo as especificações “contém fenilalanina”, como informação aos portadores de fenilcetonúria, um distúrbio congênito muito raro.
O aspartame não deixa qualquer sabor residual amargo, químico ou metálico, frequentemente associados aos demais edulcorantes.
Sacarina
A sacarina possui capacidade de adoçar 500 vezes mais do que a sacarose, porém deixa sabor residual na boca. É bastante utilizada em alimentos, cosméticos e medicamentos.
Descoberta em 1879, a sacarina é o mais antigo edulcorante intenso. Seu intenso sabor doce lhe deu seu nome (sacarose - sacarina), embora sua estrutura seja totalmente diferente da sacarose. Apresenta a vantagem de não necessitar de grandes quantidades e, consequentemente, não tem o mesmo aporte calórico que o açúcar, e de não contribuir para a formação de cáries.
Em altas concentrações deixa sabor residual amargo, e não é digerido pelo organismo.
Ciclamato
O ciclamato de sódio é um adoçante artificial largamente usado no setor alimentício, sendo aplicado em adoçantes de mesa, bebidas dietéticas, geléias, sorvetes, gelatinas, etc. Mas é proibido em alguns países por provocar efeitos cancerígenos, mutantes em células e alérgicos. Porem estudiosos ainda continuam pesquisando por não terem respostas conclusivas .
O ciclamato também não é aconselhável para pessoas que sejam hipertensas por conter sódio.
Sucralose
É o único adoçante não calórico feito a partir do açúcar. Sua combinação única de sabor de açúcar e excelente estabilidade permite que a sucralose seja usada como substituto do açúcar em praticamente qualquer tipo de alimento e bebida, inclusive na maioria das receitas culinárias de forno e fogão.
A Sucralose não é reconhecida como um açúcar ou um carboidrato pelo organismo. Portanto, não tem efeito na utilização da glicose, no metabolismo dos carboidratos, na secreção de insulina ou na absorção de glicose e frutose. Estudos feitos com pessoas com níveis normais de glicose no sangue e com diabéticos do tipo 1 ou tipo 2 confirmaram que a Sucralose não tem nenhum efeito sobre o controle da glicose a curto ou longo prazo.
Adoçantes naturais
Frutose
É extraído de frutas, cereais e mel, tem capacidade de adoçar 173 vezes mais que a sacarose. Deve ser usado com moderação já que provoca cáries e tem consumo limitado para diabéticos.
Sorbitol
Originado de frutas e algas marinhas, adoça 50 vezes mais que a sacarose. Seu uso é restrito a pessoas que não são diabéticas e que não são obesas. Resiste a altas temperaturas, à evaporação e ao cozimento
Manitol
É encontrado em vegetais e algas marinhas, com capacidade de adoçar 70 vezes mais que a sacarose. Não é recomendado a diabéticos e produz efeito laxativo se usado em grandes quantidades.
Stévia
É um adoçante natural extraído de uma planta (Stevia Rebaudiana) adoçar 300 vezes mais do que a sacarose. Os princípios doces da planta são usados a mais tempo do que qualquer outro adoçante, exceto o mel.
Seu uso é proposto para refrigerantes, pós para refrescos, café e mate, sorvetes, gomas de mascar, balas, iogurtes, chocolates, produtos de panificação, conservas, molhos, como aditivo em conservas de peixe em condimentos (Japão), e como modificador de aromas.
É importante se atentar para qual adoçante você vai utilizar e nada de usar em excesso, pois tudo que é de mais pode prejudicar a saúde.
Dê prefência as frutas mais doces quando for preparar um suco assim não é necessário adoçar!
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Referências
http://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/4/042a043_adoAantes.pdf
http://sucralose-brasil.org/pdf/SucraloseonlinebrochureBrazil.pdf
http://www.insumos.com.br/aditivos_e_ingredientes/materias/721.pdf
Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD).
www.abiad.org.br















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